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Obstrução do ducto nasolacrimal em coelhos

March 29, 2019

 

A perda ou alteração da “drenagem” normal das lágrimas, geralmente em consequência de um processo inflamatório ou obstrutivo do ducto nasolacrimal também é chamada de “epífora”. Muitas vezes o processo é confundido com conjuntivites ou problemas relacionados aos olhos quando na verdade a causa “fica mais embaixo”.  

 

Frequentemente a epífora é um sinal de algum outro problema subjacente nos coelhos, como rinites, infecções, problemas dentários, abscessos ou até mesmo em casos raros, um câncer. Em geral o tratamento tópico, fazendo uso somente de colírios, não funciona na maioria dos casos, sendo necessário o tratar o problema subjacente para a melhora e resolução do caso.

 

O duto nasal, ou o ducto nasolacrimal, vai do canto do olho até a cavidade sinusal, praticamente na ponta do nariz. A obstrução deste duto faz com que as lágrimas se acumulem na superfície do olho até extravasar, molhando todos os pelos ao redor do olho.

 

 

Os sintomas de obstrução do ducto nasolacrimal incluem:

  • Epífora – lagrimas escorrendo pela face do animal

  • Pelos molhados ao redor dos olhos, face e patas dianteiras

  • Crostas formadas por pelos e lágrimas ressecadas

  • Áreas inflamadas e dolorosas no local

  • Infecções bacterianas na pele

  • Alteração de cor dos pelos

  • Corrimento nasal

  • Descarga ocular cremosa (lágrima de cor branca e espessa)

  • Espirros constantes

 

Causas de obstrução:

  • Crescimento anormal de molares e incisivos

  • Infecções dentárias e abscessos nas proximidades

  • Traumas na face ou no olho do animal

  • Procedimentos cirúrgicos

  • Dacriocistite ou uma infecção no ducto

  • Descamação celular obstruindo o ducto

  • Função da bomba lacrimal prejudicada

  • Má formação congênita

  • Perda óssea relacionada com a idade

  • Câncer ou abscessos no ducto ou próximo a ele

  • Infecções respiratórias superiores

  • Conjuntivite

  • Rinite

  • Alergias

 

DIAGNÓSTICO

 

Uma vez que os sinais sugerem que há uma obstrução ducto nasolacrimal o coelho deve passar por consulta, onde será realizado um exame físico completo, avaliando os olhos, mas também incluindo um detalhado exame da cavidade oral do animal.

 

É necessário a realização de exames complementares para conseguir discernir a verdadeira causa da obstrução, o que inclui várias radiografias em variadas posições do crânio e da mandíbula (uso de contraste pode ajudar a entender o ponto exato da obstrução), ultrassonografia, tomografia computadorizada e até mesmo biópsia nos casos de aumento de volume no local.

 

Realizar culturas bacterianas das secreções oculares podem ajudar na escolha do antibiótico para uma possível infecção bacteriana está presente, ou para quaisquer crescimentos ou tumores que possam ser encontrados.

 

TRATAMENTO

 

Uma vez diagnosticada a obstrução é indicado realizar uma lavagem do ducto para desobstrução com solução salina, o que chamamos de “flush”. O procedimento consiste na inserção de um pequeno tubo dentro do ducto através do qual a solução salina é suavemente aplicada, desobstruindo o mesmo. Normalmente, o líquido lavado contém pus, células da pele e outros detritos.

 

O “flush” precisa ser realizado por várias vezes até limpar completamente a obstrução. Logicamente é necessário aplicar o soro com uma pequena pressão em casos mais difíceis, mas corre o risco de uma ruptura do duto.

 

O duto pode ficar permanentemente obstruído dependendo da gravidade da lesão e obstrução, resultando em epífora vitalícia, e o tratamento será prescrito para o tutor gerenciar o problema.

 

Possíveis causas e tratamentos:

 

Conjuntivites

Ao ficar comprovado que o excesso de lágrimas é causado por uma conjuntivite, serão prescritos colírios antibióticos e anti-inflamatórios. A conjuntivite pode ser transmissível para outro coelho, portanto, quaisquer outros coelhos no mesmo ambiente devem ser verificados e o ambiente corretamente higienizado.

 

Rinites e sinusites

A obstrução promovida por uma rinite/sinusite, exige o uso antibióticos, anti-inflamatórios e até mesmo anti-histamínicos, além da realização de uma irrigação do canal (flush). Quaisquer fatores ambientais devem ser considerados, como poeira do feno ou perfume do desinfetante.

 

O uso de umidificadores de ambiente e nebulizadores ajudam no controle de boa parte dos processos alérgicos. Tratamentos concomitantes, como o uso de antialérgicos, podem ser prescritos conforme a necessidade.

 

A rinite/sinusite também pode ser causada por trauma, problemas dentários, câncer, doença bacteriana ou corpos estranhos (inalados pelo nariz). O correto diagnóstico e tratamento da causa subjacente é importante.

 

Problemas dentários

O diagnostico de um problema dentário envolvido na causa, demanda o uso de medicamentos (anti-inflamatórios, antifúngicos e antibióticos) e além de toda a medicação, dependendo da gravidade, procedimentos cirúrgicos simples ou mesmo complexos serão necessários (desgastes e/ou extração de dentes, drenagem de abscessos).

 

O flush nasal ajuda (a princípio funciona), mas não é um tratamento eficaz a longo prazo. Os problemas dentários em geral causam obstrução mecânica ou inflamatória (por proximidade), se não tratados corretamente voltam a obstruir o ducto.

 

Muitas vezes o problema é tão sutil que há a necessidade da exames mais complexos, como a realização de tomografia computadorizada do crânio, para o correto diagnóstico do problema.

 

RECUPERAÇÃO

 

Obviamente, a recuperação depende diretamente do diagnostico exato da causa, adoção de tratamentos específicos (cirurgias, antibióticos), de ajustar a dieta e o ambiente. Em praticamente todos os casos é recomendável realizar o procedimento de lavagem (“flush”) e a utilização de colírios anti-inflamatórios para a manutenção do ducto aberto.

 

Mesmo após a adoção de todos os tratamentos possíveis, existe a possibilidade de que não se consiga desobstruir o ducto. Nestes casos a adoção de um manejo especial (medidas profiláticas de higiene, como raspagem dos pelos da face, limpeza regular dos olhos, rosto e nariz) deve ser realizado de maneira sistemática pelo tutor durante a vida do

 

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